Doze perguntas a fazer antes de adjudicar uma obra

O preço é a última coisa a comparar. Estas são as perguntas que separam um orçamento sério de um orçamento que vai crescer.

Antes e depois — paredes picadas, regularizadas e pintadas

Quando recebe três orçamentos para a mesma obra e um deles é trinta por cento mais barato, a pergunta certa não é “porque é que este é mais barato?”. É “o que é que este não inclui?”.

Quase sempre a resposta está numa destas doze perguntas. Faça-as a todas as empresas e compare as respostas, não os números.

Sobre o orçamento

1. O orçamento vem separado por capítulos?

Um orçamento com uma linha só — “remodelação de apartamento: X euros” — não lhe permite comparar nada nem decidir o que tirar se o valor não couber. Peça demolições, redes, estuques, revestimentos, pinturas e limpeza separados.

2. O que está incluído em material?

É aqui que nascem metade das discussões. Um orçamento pode dizer “fornecimento e aplicação de cerâmico” e ter previsto um cerâmico de doze euros o metro quadrado. Se escolher um de quarenta, a diferença aparece depois. Peça o valor considerado por metro quadrado para cada material.

3. A preparação está incluída?

Picar o que está solto, regularizar paredes, nivelar pavimentos. É a parte que ninguém gosta de pagar e a única que garante que o acabamento dura. Se não estiver escrita, não está incluída.

4. E a remoção do entulho?

Uma obra de casa de banho produz mais de uma tonelada de entulho. Contentor, transporte e taxa de deposição custam dinheiro. Confirme quem paga.

Sobre prazos

5. Qual é a data de início e a de entrega?

“Começamos daqui a duas semanas” não é uma data. Peça as duas datas por escrito no orçamento.

6. Quantas pessoas vão estar em obra e em que fases?

Uma obra com dois homens a tempo inteiro anda; uma obra onde aparece alguém às terças não anda. Pergunte, e pergunte também quantas obras a empresa tem abertas ao mesmo tempo.

7. O que acontece se houver atraso?

Atrasos acontecem. O que distingue as empresas é avisarem antes, e não o cliente descobrir quando vai lá ver.

Sobre quem faz o trabalho

8. As equipas são próprias ou subcontratadas?

Nenhuma das duas respostas está errada — quase toda a gente subcontrata eletricidade e canalização. O que interessa é saber quem responde quando houver um problema, e se há alguém em obra todos os dias a coordenar.

9. Quem é o meu interlocutor?

Deve haver um nome e um número. Se for preciso explicar a mesma coisa a três pessoas diferentes, a obra vai custar-lhe tempo além de dinheiro.

10. A empresa tem seguro de acidentes de trabalho?

Se alguém se magoar na sua casa a trabalhar sem seguro, o problema passa a ser seu. Peça o comprovativo. Uma empresa séria envia-o sem se ofender.

Sobre o depois

11. Que garantia dão, e por escrito?

Peça o prazo e peça o que está coberto. Uma garantia que não distingue acabamentos de trabalhos estruturais normalmente não foi pensada.

12. Ficam fotografias das redes antes de fechar as paredes?

É o pedido mais barato que vai fazer e o que mais lhe vai valer daqui a cinco anos, quando quiser furar uma parede para pendurar um armário.

O orçamento mais barato é quase sempre o que tem menos coisas escritas.

E o preço?

Depois de responder a estas doze perguntas, os orçamentos deixam de ser comparáveis pelo total e passam a ser comparáveis linha a linha. É aí que se percebe qual é realmente o mais barato.

Tem uma obra em mãos?

Vamos ao local, medimos e apresentamos um orçamento detalhado. Sem custo e sem compromisso.

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